Lembranças #1

ou Tampa de Bueiro

Ocupando a calçada estreita por inteiro, grande, pesada, de concreto, meio solta. Não tenho escolha a não ser pisar nela. E neste momento lembro-me de uma amiga, Thais.

Não sei se por surperstição ou por algum trauma de ter já visto alguém cair naquele buraco com fundo, ela simplesmente não pisava, em nenhum. Pelo menos é assim que eu me lembro dela.

Caminhávamos rumo à estação de metrô, no trajeto universidade casa, uma descida íngreme  bem movimentada, com barracas de camelôs e vários bueiros pelo caminho com ou sem suas tampas. Andávamos como se estivéssemos desviando de cocos de cachorro, olhando para o chão, tomando todo cuidado. E quando não tinha opção de escapatória na própria calçada, lá estava ela na sarjeta da rua.

Thais não mora no Brasil há alguns anos, está do outro lado do mundo. E aí eu me pergunto, será que lá tem tampa de bueiro da qual ela tenha que desviar?

Aline Bianca de Almeida
25/10/2012
Em homenagem a você minha amiga, que mesmo longe, está perto.
Piegas eu sei. Mas é de coração

Amigas

Encontrei com duas amigas hoje.
O interessante é que uma delas eu conheci por causa da outra entende.
Esse mundo é tão pequeno!
Adoro as duas em igual.

E porque eu resolvi escrever sobre isso aqui?
Ah, porque eu amo minhas amigas, cada uma delas.
A amizade pra mim é muito, muito importante (rs).

A cada ano que eu fico eu ganho mais amigas, e espero que elas tenham ganhado uma amiga também.
E quero mais e mais!

Tenho amiga que ficou mais amiga porque está sempre online comigo.
Tenho amiga que conquistei no trabalho.
Tenho amiga do grupo de noivas.
Tenho amiga lá do colégio.
Tenho amigas da faculdade.
Tenho irmã amiga.
Tenho prima amiga.

É uma delícia ter com quem compartilhar besteiras e coisas importante.
Maravilhoso ser a pessoa em que confiam para contar segredos.
Melhor ainda quando podemos desabafar com elas.

Agradeço a Deus por ter amigas!
Boa noite.

Esperando o trem em Santo André

Já fazem mais de dois anos que não tenho na minha rotina o trem.
Mas nos anos que a tive, muitas historias podem ser contadas.
E podem ficar pasmos, saudades.
Quando eu trabalhava pela manhã, eu tinha um horário fixo de pegar o trem de ida.
Aos poucos fomos formando uma turma no ultimo vagão no trem das 6hs40 da manha.
Não me lembro de todos, vou ser sincera.
Mas até hoje mantenho contato com uma moça, Tatiana.
Podemos dizer que é uma vitoria.
De qualquer forma, este contato só se manteve pelo fato de termos fácil acesso ao mundo virtual – msn e orkut. Mas é uma boa amizade. Compartilhamos muitas coisas.
E a melhor delas era fazer a viagem de 40 minutos parecer de apenas 4.
São as pequenas coisas que fazem nossos dias mais felizes.
Obrigado Tati.