Lembranças da minha vózinha

Nos dias de frio, quando eu vou colocar a Sarah para dormir, além do hedredon coloco uma mantinha listrada de marrom e bege, bem fininha. Nela tem o nome da minha avó escrito: Maria Enedina de Almeida. Nem sei porque essa manta foi parar lá em casa, mas eu tenho um carinho especial por ela; me lembro de ficar nas pernas dela enquanto assistia à televisão e eu ao lado dela abraçada, sentindo o seu cheiro e vendo o seu sorriso.

Um fato curioso: a minha avó assistiu por muitos anos tv preto e branco. Para ser sincera, não existe na minha lembrança a TV colorida e a minha avó na mesma cena. Quando já tinha a Tv colorida ela já não enchergava direito ou nem dava mais importância. Agora me lembro saudosa dessa época,mas lembro que quando eu tinha que dormir com ela eu não ficava contente pelo fato de assistir tv PB, rs.

Um dia desses a Sarah passou o dia na casa da minha mãe, nesse dia ela grudou num Santinho que era da minha avó (desculpe mas eu não lembro o nome do Santo) que fica numa casinha e a porta abre ,fecha. E qual é o tipo de brinquedo favorito da Sarah? Tirar e por, abrir e fechar.  Adivinha onde foi parar? Na minha casa! De tanto abrir e fechar a portinha a Sarah já quebrou uma delas; ele já chegou a tomar o lugar da Júlia (boneca preferida da Sarah) para dormir.

A minha vozinha tinha uma coleção de Santinhos, todos ficavam numa mesa quadradinha ao lado do sofá, bem coloridos: vermelhos, amarelo, azul, branco; o paninho bordado que ficava abaixo deles; o rádio AM ligado em alguma missa e um copo de água ao lado.

Quando era Natal, ela sempre via qual era o dia certinho de montar, não era um dia antes nem depois. Iamos sempre ajuda-la, ela tirava o rádio da mesma mesinha, trocava por uma árvore singela com suas bolas coloridas, brinlhantes e na época quebradiças. Não podia faltar o presépio, completo: Maria, José, animais e os três reis magos. Jesus só era colocado no dia de Natal, religiosamente.

Obrigada vozinha por minhas lembranças.

Se eu fosse escrever todas as lembranças que eu tenho da minha avó em apenas um post, acho que daria um livro, vou escrevendo aos poucos aqui. Vai que sai um livro. Obrigada vozinha.

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O amor que vive em mim e comigo.

Texto para o meu marido, Fernando.

Quando ele saiu de casa hoje pela manhã, eu dei o meu beijo de tchau desejando um lindo dia! Eu fiquei com aquela sensação gostosa de estar com a pessoa certa e me peguei pensando, como pode estarmos tanto tempo juntos e eu sentir a mesma coisa, ou melhor, me sentir melhor do que quando começamos!

Fazem 12 que anos que nos conhecemos e eu não consigo sentir que tanto tempo passou. Não vou dizer que a minha vida ao seu lado é como nos contos de fadas: sorrisos e lindas palavras de amor o tempo todo.

Não, a nossa vida é muito real.

Nos desentendemos, nos amamos, compreendemos um ao outro, demos colo, ficamos chateados um com o outro. No dia a dia já sabemos o que um tem costume de fazer; como por exemplo deixar gavetas e portas abertas! (eu) E como isso pode irritar num momento já de saco cheio da vida e em outros pode passar batido. E agora com a vantagem da pequena ir fechando pra mim, ufa, e como nós rimos disso juntos!

Ele é um pai incrível para a pequena, quer por mais limites do que eu imaginaria. A gente não concorda em tudo sobre a criação dela, mas acho que aí que está a graça eu o ouço e ele faz o mesmo. E vamos seguindo, as vezes muito cansados da rotina e outras vezes rindo dela.

Continuo aprendendo com ele a me olhar mais no espelho e, por exemplo, reparar nas caretas que eu faço quando estou cansada ou com raiva, não sei se consigo mudá-las, mas tenho consciência do que eu faço, rs.

Obrigada por me deixar te amar e por me fazer me amar!

Family

Domingo no parque

Neste final de semana tivemos um encontro no parque com famílias das crianças que estudam com a Sarah na escola. Acho que como a maioria das mães que eu devo conhecer, temos um grupo no Whatsapp para as conversas do dia a dia. Depois de dois anos de conversas, enfim organizamos um encontro que deu certo!

Fomos apenas 6 famílias.

Como é bom ver ela curtindo a manhã com as amigas!

Fomos no Parque Villa Lobos, acredito que é a segunda vez que eu vou ao parque, portanto eu tive dificuldades de me achar no local e achar o local do picnic no parque.

É um parque fácil de chegar e estacionar nem tanto, mas vai uma dica: ao lado (anexo mesmo) tem um outro parque – O Parque Cândido Portinari  que tem um bolsão de estacionamento muito maior. Chegamos a estacionar ai, mas como estávamos bem perdidos e as pessoas que nos esperavam não sabiam de que parque estávamos falando, voltamos para o carro. Virando a esquina achamos o outro e foi bem difícil de estacionar!

Mas passando o nervoso, encontrando os amigos. E foi uma manhã gostosa!

Meninas sujando os seus pés de água e lama (afinal na noite anterior tinha que chover muiito), sorrisos, briguinhas por brinquedos, correndo atrás da bola e tudo mais!

Resultado: muitas fotos gostosas e vontade de fazer mais!

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Sobre o parque, ele tem espaços legais para fazer picnic. Tem pouca árvore, mas como o dia estava nubladinho, foi ótimo! Parece que o que deve ser melhor ali é andar de bicicleta e quero voltar para fazer isso.

Levar criança em parque é tudo de bom, e tentamos fazer sempre essa atividade com a Sarah. Temos um favorito que é o Parque da Água branca. Têm bichinhos, tem muita sombra (menos na área do parquinho, esse é o ponto negativo). Podemos ainda fazer uma comprinha na feira orgânica; comer um bolo de forno a lenha com café; brincar num parquinho mais moderninho com carrossel que é fofo demais e um outro lugar que o pessoal toma café da manhã (esse eu não fui.. acho que as mesas ficam num lugar péssimo, além da fila enorme). Ah, e ainda tem os espaços de leitura e um aquário. Viu só pq eu sou fã, tem muiita coisa para fazer lá.