2 pequenas histórias – Sarah 3 anos e 5 meses.

A saga do cocô acabou no dia 29 de março

Não sei o que aconteceu, mas no meio do caminho do desfralde a Sarah resolveu que só ia fazer n2 na fralda. Segurava o dia inteiro e chegamos a ter alguns pequenos problemas no meio do caminho tentando força-la a usar o penico/privada até que resolvemos deixar no tempo dela.  A ultima “chantagem” foi que ela só teria a festa dela de aniversário (que ela fala todos os dias!) se ela usasse o penico e parasse de chupar o dedo (essa é outra história) e ficamos por isso.

Eis que neste dia, 29 de março, estava eu voltando do trabalho, quando recebo uma mensagem de áudio da pequena! (Ela não é tecnológica, a mensagem veio pela Cida, minha mão direita!)

– Mamãe, fiz cocô no penico!!

Eu fui a mãe mais boba do mundo e ali mesmo, na calçada dos restaurantes badalados, comecei a compartilhando com amigas que sabiam do meu drama.
Daquele dia até hoje, maio, não tivemos nenhum retrocesso, só sucesso!!

Numa manhã de abril

Na nossa leitura noturna, um dos seus livros falam de monstros que querem relaxar. No final da leitura eu inventei uma música que cantamos algumas vezes e logo depois ela dormiu e eu tbem.

No dia seguinte, logo cedo fomos contar a historia para o papai. E ela cantou a musica que eu nem lembrava direito!

“Somos os monstros, somos amigos, nós queremos relaxar!

Somos os monstros, somos amigos, nós queremos cantar! ” 

Cantamos essa música agora todo o tempo, com ou sem o livro!

Pequenos gestos

Eu sou daquelas pessoas que gosta de observar enquanto caminho, dirijo e sou passageira. Sabe, aquela pessoa meio avoada que com certeza vc já viu tropeçando na calçada? Essa sou eu.  E eu só percebi esse meu jeito de ser com a companhia da minha filha, pois passei a verbalizar.

Filha, olha o passarinho no céu, ele está cantando e voando. É para chamar os amiguinhos deles! Filha, vc viu que tem formiguinhas no chão, elas caminham carregando coisas muiito pesadas nas costas para as suas casas. Vamos achar a casa delas? Não pise!

Ontem eu comecei a registrar algumas coisas, pensando na possibilidade da Sarah estar ao meu lado, já que ela não está. Viu como filhos mudam o nosso olhar.

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E hoje eu recebi um pequeno gesto do marido pela manhã, mesmo cansado ele me enviou uma música, pode ter sido sem intenções, mas eu considerei uma linda declaração de amor.

 

 

Lembranças da minha vózinha

Nos dias de frio, quando eu vou colocar a Sarah para dormir, além do hedredon coloco uma mantinha listrada de marrom e bege, bem fininha. Nela tem o nome da minha avó escrito: Maria Enedina de Almeida. Nem sei porque essa manta foi parar lá em casa, mas eu tenho um carinho especial por ela; me lembro de ficar nas pernas dela enquanto assistia à televisão e eu ao lado dela abraçada, sentindo o seu cheiro e vendo o seu sorriso.

Um fato curioso: a minha avó assistiu por muitos anos tv preto e branco. Para ser sincera, não existe na minha lembrança a TV colorida e a minha avó na mesma cena. Quando já tinha a Tv colorida ela já não enchergava direito ou nem dava mais importância. Agora me lembro saudosa dessa época,mas lembro que quando eu tinha que dormir com ela eu não ficava contente pelo fato de assistir tv PB, rs.

Um dia desses a Sarah passou o dia na casa da minha mãe, nesse dia ela grudou num Santinho que era da minha avó (desculpe mas eu não lembro o nome do Santo) que fica numa casinha e a porta abre ,fecha. E qual é o tipo de brinquedo favorito da Sarah? Tirar e por, abrir e fechar.  Adivinha onde foi parar? Na minha casa! De tanto abrir e fechar a portinha a Sarah já quebrou uma delas; ele já chegou a tomar o lugar da Júlia (boneca preferida da Sarah) para dormir.

A minha vozinha tinha uma coleção de Santinhos, todos ficavam numa mesa quadradinha ao lado do sofá, bem coloridos: vermelhos, amarelo, azul, branco; o paninho bordado que ficava abaixo deles; o rádio AM ligado em alguma missa e um copo de água ao lado.

Quando era Natal, ela sempre via qual era o dia certinho de montar, não era um dia antes nem depois. Iamos sempre ajuda-la, ela tirava o rádio da mesma mesinha, trocava por uma árvore singela com suas bolas coloridas, brinlhantes e na época quebradiças. Não podia faltar o presépio, completo: Maria, José, animais e os três reis magos. Jesus só era colocado no dia de Natal, religiosamente.

Obrigada vozinha por minhas lembranças.

Se eu fosse escrever todas as lembranças que eu tenho da minha avó em apenas um post, acho que daria um livro, vou escrevendo aos poucos aqui. Vai que sai um livro. Obrigada vozinha.

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