Noite de verão

lua cheia

 

Acenderam mais uma vez a luminária lá do céu.

Ela, a lua, estava branca, brilhante, cheia.

As crianças ainda estavam lá no parquinho do codomínio.

Gritavam, corriam, suavam.

E as mães colocavam as conversas em dia.

Perderam a hora de preparar o jantar  de propósito.

Porque ali fora também tinha o vento quente refrescante.

Percepção

No percurso casa-trabalho

Com o celular companheiro-amigo

Manda- recebe mensagens

Ouve música-alta

Lê notícias-sem-importância

Não viu a placa cuidado-obras

Não ouviu o grito-pare

Caiu no chão-duro.

Aline Bianca
18/10/12012

“Soltando a língua”

Ontem iniciei um curso rápido de um mês sobre escrita e redação.

Indicação de uma amiga, Maíra querida. Ela apaixonada pelo escritor, me disse um dia que só faria um curso se fosse com ele. Eu, sempre a procura de cursos, eis que me deparo com um na Casa das Rosas, gratuito, em um horário perfeito para que houvesse a minha presença.

Ontem mesmo devorei um livro dele. Amei. Recomendo. Contos Negreiros.

Logo no primeiro dia, ele me conquista com o seu jeito simples e de como lidar com as palavras, lindas palavras. E o meu cérebro disse amém. E agora, tudo flui tudo mais fácil, sem me importar muito bem e como com essas coisas de gramática; não estou tirando a importância dela, só estou dando mais importância às palavras em si.

Ele: Marcelino Freire

Minha primeira produção:

Sombra

É a projeção do meu ser. Naquilo que não sou.

Claro que todos sabem que adoro escrever, que mantenho esse blog há alguns anos e outros que morreram por falta de maturidade aqui da autora. O que importa é que realmente tudo tem a sua hora certa de acontecer e que agora vou me afundar no mar de palavras e levar você junto. Topa?