O que fazer com uma criança em dia de chuva? #dica1

No mês passado estava chovendo muito em um domingo e eu não sabia muito o que poderia fazer com a minha filha de 3 anos. Só sabia que não queria ir ao shopping. Já tinha combinado de encontrar a madrinha dela no dia, mas estavamos sem saber onde iriamos.

Como ela tinha um compromisso na Sala São Paulo cedinho, ela sugeriu de ir à Pinacoteca de São Paulo. Como já costumo levar a Sarah a museus e eu, particularmene adoro, topei a ideia na hora. De qualquer forma eu fui olha no site quais eram as exposições, horários e valores.

Quão foi minha surpresa quando descobri que nesse dia ia ter uma programação especial para a família: o Pinafamília. Todo 2º domingo do mês das 11hrs Às 15hrs.

O que eles oferecem:

  1. Um jogo interativo como se fosse uma caça ao tesouro: são algumas cartas com a capa com parte de uma obra e a sala especifica. Vc tem que achar a obra com a criança e depois vc abre a carta e lê a respeito da obra.
  2. Tambem é entregue um jogo para ser feito em casa com fotos das obras do acervo da Pinacoteca com instruções com modos diferentes de jogar. Tem cara daquele jogo UNO.
  3. No terceiro piso eles oferecem uma área para as crianças: três tapetões com almofadas, tecidos, brinquedos diversos com explicações sobre os mesmos e monitores.

Minha experiencia:

Chegamos e fomos direto para essa área para as crianças e demoramos umas duas horas para conseguir sair de lá. Não vi nenhuma obra das exposições em cartaz, mas valeu muito a pena! A Sarah interagiu com vários brinquedos diferentes, os que eu me lembro: dominó de cores, um quebra cabeça de eva com formas diferentes (circulos, quadrado, triângulo), botões com um cilindro transparente; esse foi o mais divertido.

Nesse dia também tive a compania de uma grande amiga com o seu marido e a sua filha que tem a mesma idade da Sarah. As duas se divertiram muito!

Espero que no ano que vem continue com essa proposta, pois não vejo a hora da Sarah estar maior para brincarmos de caça ao tesouro!

E adivinhem, vai ter novmente neste próximo domingo, 11/12. Vamos?!

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Lembranças #1

ou Tampa de Bueiro

Ocupando a calçada estreita por inteiro, grande, pesada, de concreto, meio solta. Não tenho escolha a não ser pisar nela. E neste momento lembro-me de uma amiga, Thais.

Não sei se por surperstição ou por algum trauma de ter já visto alguém cair naquele buraco com fundo, ela simplesmente não pisava, em nenhum. Pelo menos é assim que eu me lembro dela.

Caminhávamos rumo à estação de metrô, no trajeto universidade casa, uma descida íngreme  bem movimentada, com barracas de camelôs e vários bueiros pelo caminho com ou sem suas tampas. Andávamos como se estivéssemos desviando de cocos de cachorro, olhando para o chão, tomando todo cuidado. E quando não tinha opção de escapatória na própria calçada, lá estava ela na sarjeta da rua.

Thais não mora no Brasil há alguns anos, está do outro lado do mundo. E aí eu me pergunto, será que lá tem tampa de bueiro da qual ela tenha que desviar?

Aline Bianca de Almeida
25/10/2012
Em homenagem a você minha amiga, que mesmo longe, está perto.
Piegas eu sei. Mas é de coração

“Soltando a língua”

Ontem iniciei um curso rápido de um mês sobre escrita e redação.

Indicação de uma amiga, Maíra querida. Ela apaixonada pelo escritor, me disse um dia que só faria um curso se fosse com ele. Eu, sempre a procura de cursos, eis que me deparo com um na Casa das Rosas, gratuito, em um horário perfeito para que houvesse a minha presença.

Ontem mesmo devorei um livro dele. Amei. Recomendo. Contos Negreiros.

Logo no primeiro dia, ele me conquista com o seu jeito simples e de como lidar com as palavras, lindas palavras. E o meu cérebro disse amém. E agora, tudo flui tudo mais fácil, sem me importar muito bem e como com essas coisas de gramática; não estou tirando a importância dela, só estou dando mais importância às palavras em si.

Ele: Marcelino Freire

Minha primeira produção:

Sombra

É a projeção do meu ser. Naquilo que não sou.

Claro que todos sabem que adoro escrever, que mantenho esse blog há alguns anos e outros que morreram por falta de maturidade aqui da autora. O que importa é que realmente tudo tem a sua hora certa de acontecer e que agora vou me afundar no mar de palavras e levar você junto. Topa?